A FORMAÇÃO DE PARCERIAS

 Mais do que a soma das partes…

O conceito de parceria pode ser definido como um “processo de ação conjunta com vários atores ou protagonistas, coletivos ou individuais, que se aglutinam à volta de um objetivo partilhado, disponibilizam recursos para em conjunto definirem e negociarem estratégias e caminhos que viabilizam o referido objetivo, avaliando continuamente os seus resultados”

(Prof. Rogério Roque Amaro, ISCTE-IUL)

Com base no enquadramento legislativo do Programa CLDS 3G (Portaria n.º 179-B/2015 de 17 de junho), identificamos como pressuposto base a ênfase na dimensão ecológica e comunitária da intervenção. Com um foco de intervenção alargado, o CLDS 3G perspetiva a análise contextual e a ação na comunidade como um todo e não meramente num grupo de indivíduos de risco, definindo eixos de atuação integrados nos múltiplos sistemas sociais em que o indivíduo está inserido (e.g. pessoas, famílias, grupos de pares, grupos sociais, instituições, bairros, aldeias, freguesias, sociedade e cultura). Daqui a importância de atuarmos com os diferentes níveis da comunidade através de ações a desenvolver em parceria.

Desta forma, consideramos que antes de partir para a intervenção é necessário realizar um levantamento mais apurado, junto de potenciais parceiros, das necessidades e potencialidades, recursos, serviços e apoios que são precisos mobilizar para que o CLDS 3G possa responder ao contexto de forma positiva. Assim, está a ser elaborada pela equipa do projeto uma análise do potencial e perfil de cada parceria decorrente do contacto inicial estabelecido com múltiplos agentes que atuam territorialmente nos diferentes setores, com vista à constituição de relações de partenariado. Conhecer e reconhecer as prioridades são processos chave, fundamentais na dinâmica da intervenção comunitária prevista para o CLDS 3G.

Este trabalho de base implica investimento de tempo e recursos, nem sempre visível numa fase inicial, mas que visa desde logo um propósito instrumental – aumentar a possibilidade de resposta, apostando na complementaridade do trabalho de cada parceiro. Porém, mais do que a soma das partes, deve visar também a coerência do enquadramento e da ajuda que se está a equacionar e a definição de ações articuladas, “através de uma comunicação interinstitucional clara e positiva, para que os profissionais se sintam apoiados e possam não ser desqualificados ou desautorizados uns pelos outros” (Prof. Madalena Alarcão, FPCE-UC). Só assim se consegue uma resposta social de qualidade bem como a construção de uma comunidade verdadeiramente integradora.

Tudo isto leva a uma co-responsabilização por parte dos vários parceiros na execução do Contrato e, em última instância, à sustentabilidade das suas ações para além do ciclo de vida do projeto.

Ana Condeço Simões

Coordenadora CLDS 3G Viseu Inclusivo é Viseu Igual

 

 

2017-08-01T16:46:37+00:00 Outubro 4th, 2016|
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